1. José Martiniano de Azevêdo (1886-1889)
2. Clemente Honorio de Miranda (1889-1891)
3. Capitão Felinto Elísio de Oliveira Azevedo (1891-1904)
4. Hygino Pereira de Azevedo (1904-1914)
5. Nicolau Damaceno Rocha (1914-1922)
6. Julio Augusto de Azevedo (1922-1931)
7. Sebastião Amaro de Azevedo (19312-1962)
8. Severiano Elias Barca (1963-1976)
9. Geraldo Alves da Fonseca (1976 - ?)
10. Maria da Conceição de Oliveira
11. Talvane Medeiros da Cunha
12. Jackson Silva
13. Adriana de Medeiros Macêdo
14. Geraldo José de Lima (1996-2008)
15. Diego Marinho de Gois (2008-atual)
segunda-feira, 27 de julho de 2009
TESOUREIROS
domingo, 26 de julho de 2009
COROAÇÃO


quinta-feira, 23 de julho de 2009
DOIS ANOS DE SAUDADES

quarta-feira, 22 de julho de 2009
ALUNOS VISITAM CASA DO ROSÁRIO
Alunos do CEI (Centro de Educação Integrada), da cidade do Natal, vão visitar mais uma vez a Casa do Rosário, onde serão recepcionados pelo Tesoureiro, o historiador Diego Marinho de Gois e demais membros da Irmandade de São Sebastião e Nossa Senhora do Rosário. Como acontece anualmente, as visitas dos alunos tem por objetivo conhecer a tradição, a dança e musicalidade dos Negros do Rosário, uma tradição na cidade de Jardim do Seridó-RN desde 1863.
As visitas são em número de 6 (seis), distribuídos ao longo dos meses de julho, agosto e setembro, atendendo as diversas turmas daquele estabelecimento de ensino, que terão a oportunidade de conhecer manifestações da cultura afro-brasileira em terras seridoenses. Sejam bem-vindos!
terça-feira, 21 de julho de 2009
OUTRORA

segunda-feira, 20 de julho de 2009
SÉRIE: DOCUMENTOS HISTÓRICOS – PARTE 03
Festa do Rosário*
Como nos annos anteriores effectuou-se nesta cidade a tradicional festa do Rosário nos dias 31 de dezembro de 1935 e 1º de janeiro do corrente anno. Constando de véspera no dia 31 de dezembro,terminou a festa com a bençam do santíssimo Sacramento, por não ter sido possível sahir a procissão, pois achava-se o tempo anceando chover, como realmente sucedeu ao tempo em que a procissão deveria ainda estar a rua. Do que para constar fiz este que assigno.
Padre Vicente Freitas, vigário
Jardim do Seridó, 3 janeiro 36.
*Foi mantida a ortografia da época.
terça-feira, 14 de julho de 2009
LOAS

Loa é, segundo Luís da Câmara Cascudo, “versos de louvor, louvações em versos, improvisados ou não” (CASCUDO, 2000, p. 334). Na Irmandade de São Sebastião e Nossa Senhora do Rosário, as loas são utilizadas pelo Capitão de Lança como uma forma de saudar os santos cultuados, as famílias e todos os presentes.
Diferente de outras manifestações populares cujas loas são improvisadas no início da apresentação, na Dança do Espontão, realizada pelos Negros do Rosário, os versos são pronunciados ao final da apresentação. Encerrada a dança, o Capitão, erguendo a lança e elevando a voz, proclama em forma de viva, loas do tipo:
Viva São Sebastião!
Viva Nossa Senhora do Rosário!
Dou vivas as pessoas de bem: tronco, ramos e raízes!
Viva o chefe de família e toda sua família!
Viva o Rei!
Via a Rainha!
Após cada verso proclamado, os demais Negros do Rosário, repetem em forma de coro: Viva!!!
segunda-feira, 13 de julho de 2009
PÍFANOS

Nas apresentações dos Negros do Rosário, os pifeiros executam diversas melodias, tais como: Hino de Nossa Senhora do Rosário, Baião dos Espontões, Festa do Rosário, Alvorada, dentre outras.
SÉRIE: DOCUMENTOS HISTÓRICOS – PARTE 02
Festa do Rozario*
Aos 30 de Dezembro de 1938 dei inicio a festa de São Sebastião e Nossa Senhora do Rozario com a máxima solenidade possível, constando a mesma de dois exercícios, duas missas cantadas e a procissão solenne no dia de Anno Novo que tendo sido este anno designado pelo Chefe do Governo da Nação para se commemorar condignamente essa grande data. A convite do Snr. prefeito da cidade celebrei pela pátria e pelo Municipio as 2 horas da madrugada tendo dado Benção do Santissimo a meia noite. As 3 horas estive presente a sessão solenne onde falei sobre o grande acontecimento Patrio onde procurei demonstrar que a integridade nacional só será mantida enquanto houver no Brazil totalidade de sentimentos religiosos, isto é, enquanto houver unidade de religião onde está a base fundamental da unidade nacional.
Jardim do Seridó, 2 de janeiro de 1939
Pe. Antônio de Mello Chacon, vigário.
*Foi mantido a ortografia da época.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
ANTIGOS MEMBROS DA IRMANDADE

Ludgero José dos Santos foi Chefe da Irmandade do Rosário durante a maior parte de sua vida. Era casado com Dona Inácia Caçote e assim como ela, entrou na congregação no ano 1933 para assumir o cargo de Rei do Ano, conforme um antigo Livro de Actas, arquivado na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição.
Seu Ludgero era responsável pelo grupo dos Negros do Rosário, organizando, controlando e vigiando os ‘meninos”, como ele chamava.
ANTIGOS MEMBROS DA IRMANDADE

Estamos lançando a série Antigos Membros da Irmandade, onde mostraremos a história de vida de algumas pessoas que deram sua contribuição na preservação e continuidade da tradição dos Negros do Rosário de Jardim do Seridó-RN no passado. Uma homenagem a alguns vultos, muitas vezes anônimos, que no seu cotidiano ajudaram a manter viva a Festa do Rosário.
E não poderíamos iniciar está série de maneira mais brilhante, sem apresentar a senhora Inácia Maria da Conceição, conhecida popularmente como Dona Inácia Caçote ou Inácia de Seu Ludgero. Dona Inácia era casada com o Senhor Ludgero, antigo Chefe da Irmandade e entrou para a congregação no ano de 1933. Durante muito tempo acompanhou seu espoço na organização do grupo dos Negros do Rosário de Jardim do Seridó-RN, formado, sobretudo, pelos seus netos. Foi ainda Rainha Perpétua. Além disto, tinha uma memória viva das antigas festas dos negros, desde o tempo da sua infância, quando morava no sítio São Roque, localizado no município de Ouro Branco-RN e se deslocava num "casoá" para vim a festa.
Era uma figura humana fantástica, católica praticante e devota de São Sebastião e Nossa Senhora do Rosário.
MISSA DE 30º DIA DE FALECIMENTO

A senhora Victorina foi durante muitos anos Rainha Perpétua da corte dos Negros do Rosário, juntamente com o seu pai José Marcelino Dantas, que assumia no passado o cargo de Rei Perpétuo. Além disto, foi catequista na zona rural, sobretudo, no sítio São Pedro, onde morava. Quando chegava o mês de dezembro, saia recolhendo presentes para distribuir as crianças carentes no dia 25, isto é, no Natal.
Este exemplo deve ser cultuado por todos nós, como uma forma de perpetuação das tradições africanas em solo seridoense e como exemplo de vida a ser seguido. Deste modo, registramos votos de esperança na ressurreição, pois “Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”. (João, 11, 25 – 26).